Não havia no povoado pior ofício do que porteiro do prostíbulo. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Certo dia entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram, seus comentários e reclamações sobre os serviços.
Eu adoraria fazer isso, senhor – balbuciou o porteiro – mas eu não sei ler nem escrever.